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Sincronicidade Trabalhando por muitos anos como Ichinólogo profissional ( I Ching) venho há muito refletindo sobre o mistério e o significado da sincronicidade, que é todo acontecimento, aparentemente externo, que nos deixa admirados por sua relação direta e curiosamente coincidente com os assuntos mais significativos de nosso mundo interno. Para se referir à sincronicidade usando um jargão popular, pode-se dizer simplesmente: " Nada acontece por acaso". Mas, o que é a sincronicidade? Mais do que o princípio subjacente a adequação dos símbolos, em todos os oráculos sorteados ao acaso, "Sincronicidade é a unidade orgânica do universo, na qual todas as coisas estão conectadas de alguma forma, além dos nossos conceitos de espaço e tempo. Tudo que nos acontece é uma resposta ou um eco do que nos somos." (Lama Anagarika Govinda). Muitas pessoas creditam esses acontecimentos coincidentes, sejam eles percebidos como bem vindos ou desastrosos ou apenas curiosos, como mensagens vindas de uma instância superior, como se fosse Deus nos mandado uma mensagem simbólica através do fenômeno da sincronicidade. De acordo com o texto do UCEM abaixo, este ponto de vista nos livraria da responsabilidade pelo que nos acontece de bom ou de ruim e, já que nada acontece por acaso, a responsabilidade pelo acaso deve ser de alguém ou de Alguém. Então, ou o acaso é a mão educativa de Deus e nós somos seus ratinhos brancos de laboratório, aprendendo através de estímulos positivos ou negativos ou o acaso significativo é colocado em ação pela nossa própria escolha, seja ela consciente ou não. Para os céticos, existiria ainda mais uma possibilidade: Se o acaso acontecesse só por acaso mesmo, a responsabilidade seria do caos e o caos, por ser sem propósito, é ninguém. Neste caso seríamos, ora as vítmas ora ou os afortunados do acaso e não teriamos ninguém para culpar ou agradecer porque, nem Deus existiria e nem mais ninguém neste mundo seria tão poderoso a ponto de conseguir controlar o caos. O Caos então seria o rei deste mundo onde todos seriam seus escravos, independente de merecerem ou não, já que no caos não existe lei. É interessante relacionar este tema da sincronicidade com o texto do UCEM destacado abaixo que, por acaso, será estudado hoje as 17 h. no nosso grupo de estudos em BH na Fonte do Ser. Paz Sergio Condé ...................................... UCEM Capítulo 21 - RAZÃO E PERCEPÇÃO Introdução ... II. A responsabilidade pelo que se vê 1. Nós temos repetido quão pouco te é pedido para aprenderes esse curso. Essa mesma boa vontade, que é pouca, é o que precisas para ter todo o teu relacionamento transformado em alegria, a pequena dádiva que ofereces ao Espírito Santo pela qual Ele te dá tudo; o muito pouco sobre o qual se baseia a salvação; a diminuta mudança da mente através da qual a crucificação é transformada em ressurreição. E sendo verdadeira, é tão simples que não pode falhar em ser completamente compreendida. Rejeitada, sim, mas não ambígua. E se escolhes ir contra ela agora, não será porque é obscura, mas porque esse pequeno custo pareceu, no teu julgamento, ser grande demais para ser pago pela paz. 2. Essa é a única coisa que precisas fazer pela visão, pela felicidade, para ficares livre da dor e escapares completamente do pecado; para que tudo isso te seja dado. Dize apenas isso, mas dize-o com convicção e sem reservas, pois aqui está o poder da salvação: Eu sou responsável pelo que vejo. Eu escolho os sentimentos que experimento e eu decido quanto à meta que quero alcançar. E todas as coisas que parecem me acontecer eu as peço e as recebo conforme pedi. Não enganes mais a ti mesmo pensando que és impotente diante do que é feito a ti. Apenas reconhece que tens estado equivocado e todos os efeitos dos teus equívocos desaparecerão. 3. É impossível que o Filho de Deus seja simplesmente conduzido por eventos exteriores a ele. É impossível que os acontecimentos que vêm a ele não tenham sido sua escolha. Seu poder de decisão é o determinante de toda situação na qual ele parece se achar por acaso ou por acidente. Nenhum acidente ou acaso é possível dentro do universo como Deus o criou, fora do qual não há nada. Sofre e terás decidido que o pecado era a tua meta. Sê feliz e terás dado o poder de decisão Àquele Que tem que decidir-Se por Deus por ti. Essa é a pequena dádiva que ofereces ao Espírito Santo e inclusive essa Ele te dá para que a dês a ti mesmo. Pois através dessa dádiva te é dado o poder de liberar o teu salvador para que ele possa te dar a salvação. 4. Não te ressintas, então, por esse pequeno oferecimento. Nega-o e manténs o mundo da mesma forma como o vês agora. Entrega-o e tudo o que vês se vai com ele. Nunca tanto foi dado por tão pouco. No instante santo essa troca é efetuada e mantida. Aqui o mundo que não queres é trazido àquele que queres. E aqui o mundo que queres te é dado porque o queres. Entretanto, para isso, em primeiro lugar, o poder do teu querer tem que ser reconhecido. Tens que aceitar a força deste poder e não a sua fraqueza. Tens que perceber que, o que é suficientemente forte para fazer um mundo, pode deixar que ele se vá e pode aceitar a correção, se estiveres disposto a ver que estavas errado. 5. O mundo que vês
não é senão a vã testemunha de que estavas
certo. Essa testemunha é insana. Tu a treinaste no testemunho que
ela te dá e quando ela o deu de volta a ti, escutaste e te convenceste
de que o que ela viu era verdadeiro. Tu fizeste isso a ti mesmo. Vê
apenas isso e verás também como é circular o raciocínio
sobre o qual se baseia o teu 'ver'. Isso não te foi dado. Isso
foi a tua dádiva a ti e ao teu irmão. Assim sendo, que estejas
disposto a deixar que ela seja tirada do teu irmão e substituída
pela verdade. E à medida em que olhas para a mudança no
teu irmão, ser-te-á dado vê-la em ti mesmo. |
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