O Clone

De barro, foi feito Adão.
Soprou-lhe, Deus, a chama da vida.
Andava Adão pelo paraíso.
Sentiu-se só.
Caiu em profundo sono.
De Adão, foi retirada uma costela.
Da costela, surgiu Eva.
Estava inaugurada a reprodução clonada.

Inicia, aí, a separação do homem, de si mesmo.
Inicia, aí, a separação do homem, de Deus.
Representa a descida do paraíso.
Daí, advêm a palavra descendentes.
Daí, advêm a chamada queda de Atlântida.
A queda dimensional para mundos inferiores.

Clone não é novidade.
Não há razão para espanto.
É a coisa mais antiga de que já se ouviu falar.
Desde então, não somos mais seres completos.
Buscamos a outra metade.
Precisamos estar unidos a alguém, ou a alguma coisa.
Fazemos alianças.
Buscamos a reunificação.
Projetamos isto no carro, no iate, no gato, no cachorro, na casa, na
mulher, no homem.
A necessidade de algo externo.
Estamos, então, na necessidade.
Necessidade é falta, é escassez.
É ausência de Amor.

by Jorge Luiz Brandt
 

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