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Na
Presença do Rei
Quando Luis de Morales, O pintor foi convidado por Filipe Segundo para
ir à corte, usou uma veste tão magnífica que o rei,
enraivecido, ordenou que lhe dessem uma soma de dinheiro e o despedissem.
Quando o rei encontrou o pintor novamente, este estava muito diferente.
Usava uma roupa humilde e velha e tinha uma aparência de faminto.
A situação tocou muito o coração do rei. Imediatamente
mandou que lhe proporcionassem uma renda suficiente para mantê-lo
confortavelmente para o resto de sua vida. Quando o homem comparece diante
do trono da graça, não é a sua pompa ou
suntuosidade mas a sua grande necessidade que toca o coração
de Deus.
Muitas vezes nos apresentamos diante do grande Deus como se fôssemos
a pessoa mais importante do mundo. Listamos nossas qualidades e dizemos
ao Senhor o quanto somos capazes de resolver os problemas que aparecem
em nossa frente a cada momento. Somos os mais santos, os que oram mais
bonito, os que proclamam a Palavra com mais sabedoria e os mais indicados
para assumir os principais cargos da igreja. No trabalho somos os mais
injustiçados porque deveríamos estar nos postos de chefia
que são ocupados por pessoas muito menos qualificadas. Reclamamos
da indiferença de Deus em relação a isso e até
indagamos o porque Ele permite que isso aconteça.
Esquecemos, por um instante, de que nada somos e de que nenhuma capacidade
temos se esta não vier do nosso amado Senhor. É Ele que,
por Sua misericórdia, nos ajuda a vencer as lutas do dia-a-dia
e ilumina as nossas mentes para que, tanto no trabalho como na igreja,
desempenhemos nossas funções com esmero e qualidade.
Não procure mostrar-se maior do que é. Deixe que Deus lhe
coloque no lugar merecido. Você será muito mais feliz.
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