Meditação
Meditação é o ato de ditar a mim mesmo. Assim, dito à minha mente o que 
quero que seja criado. Nossas mãos nada podem criar, somente podem fazer. 
Fazer o que a mente já criou. Assim, o poder da mente é criativo. O poder da 
palavra é meditativo. O poder das mãos é transformativo.
Estando estes poderes intrinsecamente ligados, devemos observar como atuam, 
pois que todos os nossos comandos são obedecidos com fidelidade. O que ditamos
a nós mesmos em meditação, vai acontecer. A palavra é a verbalização dos símbolos de
comunicação gerados no pensamento, ou no pensamento.
Assim, pensamos, geramos as palavras, que dão comando a mente, a qual cria as condições,
para que se faça, na matéria, o que queremos que aconteça.
Os olhos são as janelas da alma. Os ouvidos são a porta. A porta de entrada por 
onde penetram as instruções do que queremos que aconteça. Isto é meditação. Por isto, 
meditamos, ou melhor, nos ditamos. Quando um grupo tem pretensões iguais e se reúne
em meditação, o poder é potencializado.

Meditação e oração têm o mesmo endereço: a mente.
Somos filhos de Deus, e temos o poder de nos estender no amor e na abundância. 
E o universo todo é nossa herança natural. Se algo nos falta, este bloqueio não vem de
Deus, mas de nossa própria mente.
Assim, toda a oração não se destina a Deus, pois que Ele, tudo já nos deu. Tais orações, 
nem mesmo são ouvidas por Deus. Mas são ouvidas pela nossa própria mente. A esta é que devemos
nos dirigir. E Deus, ali está, se disto tiver consciência. O processo se torna muito mais 
rápido, em tudo o que pedimos por pensamentos, ou palavras que expressem os nossos pensamentos.
Assim, pessoas com pedidos comuns se reúnem em grupos que formam a força, para, em conjunto, 
desbloquearem as mentes, para acessarem as leis da abundância, as quais são suas por direito 
natural.

Quando oramos "Pai-nosso que estais no céu. Santificado seja o vosso nome...", estamos 
afirmando a nós mesmos, na mente, a santidade superior, de cuja mente somos a extensão e da 
qual estamos separados, mas não desligados, evocando, assim, a cura e a sanidade, ou santidade 
para nossa mente.

"Venha a nós, o vosso reino". Assim, evocamos as leis da abundância que regem o reino dos 
céus para nós, pedindo, para isto, o desbloqueio de nossa mente.

"Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu". Evocamos, assim, a união de nossa 
mente separada, dividida, e a vontade divina, cujas leis de abundância absoluta regem o reino 
dos céus, o que nos dá referência de paraíso.

"O pão nosso de cada dia nos dai hoje". Nesta segunda etapa da oração, já nos referimos as 
nossas necessidades materiais de alimento físico diário.

"Perdoai, assim como nos perdoamos". Assim, pedimos a nossa mente, voltada à matéria, 
que busque a unificação, através do processo de expiação de nossos erros ou pecados. Através 
do perdão, conseguimos resolver nossos conflitos, unificando nossa mente.

"Não nos deixeis cair em tentações". Ora, viemos a este planeta para reconstituirmos a queda, 
buscando o retorno a Deus, através do aprendizado, usando a matéria como instrumento. Este 
instrumento material se torna facilitador, por ser mais denso, mais fácil de observar. Assim, 
a mente deve aprender pelo processo de compreensão, através da observação.

O que se passa, é que transformamos nosso planeta de aprendizado num imenso parque de diversões,
deixando as tentações nos desviarem de nossa meta, e nos envolvermos com os brinquedos e 
distrações inventados pelo nosso ego, morador da mente dividida.
"Livrai-nos do mal". Deus nos criou libertos, concedendo-nos, até mesmo, a liberdade de nos 
afastarmos. Assim, está claríssimo que cabe a nós mesmos a liberação que evocamos. Esta 
libertação está, é claro, ao nível de nossa própria mente.

by Jorge Luiz Brandt
 

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