Fragmentação
Ouvi dizer que, do barro foi feito adão, e de Adão foi retirada uma costela e feita Eva.
Sim, o barro, ou o CHON (Carbono, Hidrogênio, Oxigênio e Nitrogênio). Todos os corpos 
orgânicos foram, e são feitos de CHON, ou barro, ou terra, ou pó. ("Lembra que és pó, e em
pó te hás de tornar" - Referência ao corpo ).

Assim, andava Adão pelo paraíso, feliz e maravilhado, até que, um dia, sentiu-se só. 
Aconteceu, então, a primeira fragmentação. Uma parte de Adão foi retirada. Uma costela. 
Sua polaridade feminina se fragmentava, iniciando assim o processo de fragmentação, 
que gera a multiplicidade de fragmentos.
Assim, para nossa mente, está explicado como aconteceu de o primeiro homem se 
multiplicar, sendo que, para tanto, necessitamos de um óvulo e um espermatozóide. 
Assim, também podemos entender que, em nós, estão as duas polaridades, o masculino e o
feminino. O YIN e o YANG.
Assim, quando nos unimos em uma relação, outra vez acontece a fragmentação e a 
multiplicação. Nos unimos, nos fragmentamos, e a partir da primeira fragmentação, vem a 
multiplicação.
Experimente, com um prego, quebrar uma taça de cristal, e verás que já não sabes mais 
onde aconteceu o início da fragmentação. Mas em tua memória, ainda podes vislumbrar a 
unidade, a unicidade, o inteiro, o unificado. Para entender onde ocorreu a primeira 
fragmentação, deves reconstituir a taça. Isto é o que estamos fazendo aqui: 
reconstituindo a fragmentação, o ponto da separação, para que isto seja compreendido e 
possamos, outra vez, estar unos com Deus e todas as mentes, que, unidas, estão.
A fragmentação está na mente. Ela deve aprender e voltar. O corpo é o instrumento do 
aprendiz  para reunificação da mente. Assim, podemos voltar ao ponto inicial, onde outra 
vez podemos escolher Deus.

Isto é o retorno ao nível do espírito. É quando as mentes se tornam sãs, ou santas, 
ou santificadas. Por isto, quando alguém consegue, dizemos que é um santo. Outrossim,
podemos observar que em cada um de nós habita parte da mãe, e parte do pai: um óvulo e
um espermatozóide. Dois fragmentos que, unidos, formam um outro ser. Uma nova 
oportunidade de unificação.

by Jorge Luiz Brandt
 

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