Efeitos da prece na saúde Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília demonstra a ação das orações sobre as células humanas Médico
e professor titular de Imunologia da Faculdade de Medicina (FMD) da Universidade
de Brasília (UnB), Carlos Eduardo Tosta não se considera
um religioso no sentido convencional do termo. Mesmo assim, uniu ciência
e religiosidade em uma pesquisa que desenvolveu durante três anos
(de 2000 a 2003) no Laboratório de Imunologia Celular da FMD. A
finalidade: estudar o efeito da prece sobre a saúde das pessoas.
Ele usou como referência um estudo pioneiro de 1988, desenvolvido
na Califórnia, no Hospital Geral de São Francisco. O médico
Randolph Byrd pesquisou um grupo de 393 pacientes da Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) coronariana que recebiam o mesmo tratamento médico.
Eles foram divididos em dois grupos e um deles recebia prece intercessória
a distância. Os resultados da pesquisa mostraram que, após
receberem preces, os doentes melhoravam em alguns aspectos. Na
pesquisa realizada na FMD, o diferencial foi o envolvimento de pessoas
sadias, no lugar de enfermos. Outra descoberta importante foi a demonstração de que, embora o estresse deprima a função das células estudadas, a prece não reduziu o nível de estresse. "Antes da pesquisa imaginávamos que o nível de estresse daqueles que recebiam as preces diminuiria, mas isso não aconteceu", comenta o pesquisador. METODOLOGIA - A metodologia adotada foi segura e rigorosa: estudo duplo cego (nem os participantes do projeto nem os pesquisadores sabiam quem recebia a prece) e com duplo controle (ora um grupo funcionava como controle, ora outro). "Falei para os membros da equipe que devíamos ser muito mais rigorosos que nos projetos de pesquisa convencionais", comenta o professor Tosta. O
estudo foi dividido em duas fases. No primeiro dia, um par de estudantes
preenchia um questionário sobre estresse e o quadro clínico,
e tinham suas amostras de sangue colhidas. O material servia para verificar
a capacidade de defesa das células (monócitos e neutrófilos)
contra agentes estranhos. O grupo dos intercessores, formado por 10 pessoas de diferentes religiões, recebia a foto e o nome de uma das pessoas do par que seria alvo da prece. Eles se comprometiam a rezar durante sete dias pelo indivíduo, da maneira como sempre costumavam fazer, e anotar em um formulário se a qualidade da prece foi boa, média ou ruim. Os resultados do estudo já foram apresentados na 55ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Recife (julho 2003) e no Encontro Gaúcho de Espiritualidade e Qualidade de Vida, organizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em outubro de 2003. Para desenvolver a pesquisa, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da UnB, o professor contou com uma equipe constituída por cinco estudantes de medicina da UnB: Luciana Arnaut, Patrícia Taíra, Paula Nascimento, Flávia Medeiros e Luciana Muniz. Carlos Eduardo Tosta, Prof. Titular do Laboratório de Imunologia Celular Departamento de Patologia e Laboratório de Malária Núcleo de Medicina Tropical e Nutrição da UnB. Médico (UERJ), Mestre em Medicina Tropical (UFRJ), PhD Immunology (Univ. London), Professor Titular de Imunologia / cetosta@ambr.com.br Fonte:http://www.unb.br/acs/bcopauta/ciencia-religiosid1.htm |
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