A
Grande Obra
Havia um homem, que tendo estudado, tornara-se um erudito. Era professor em uma grande universidade. Um dia, estava eu sentado, ouvindo uma amiguinha que me contava sobre suas experiências com fadas e gnomos no sítio onde morava com seus pais. Filha única, não tinha amiguinhas ou amiguinhos, por causa da distância entre as moradias. Brincava sozinha. Gostava de me contar suas peripécias. Eu gostava de ouvir. Havia um encanto especial nesta menina, que vinha me visitar, às vezes, nos intervalos das aulas em sua escola. Eu realmente gostava de estar com ela. Neste dia, em especial, chegou este amigo erudito. Ao ouvir esta menina, repreendeu-a: - Menina, mas que idade você tem? - Doze anos, respondeu a menina. - Mas que absurdo! Com esta idade, já está na hora de parar de ver gnomos e fadas. Onde já se viu!!! E seus pais, não a repreendem? - Não, respondeu a menina, e muito me apóiam, pois compartilho minhas aventuras com eles. - E você, perguntou, dirigindo-se ao erudito, que idade tem e o que faz? - Ora, tenho 55 anos, sou professor, já li todos os livros, desde Blavatski, participo e sou graduado em varias ordens esotéricas, já estudei religiões, teosofia, filosofia, etc... - E para quê? - Para alcançar o inatingível, ver o invisível, Ao que a menina perguntou: - Assim como, talvez, fadas, gnomos e anjinhos; assim como eu? Buscas tanto o que eu já tenho. E por que eu tenho, queres me tirar? |
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