A Escola

Do oitavo andar do edifício onde moro, observei as crianças que cantavam alegremente numa escola do outro lado da rua, lá embaixo.
Senti vontade de juntar-me a elas e disse a Raquel

- Vou juntar-me às crianças.
- Você não seria aceito, falou Raquel, está muito grande.
- E se eu voltasse a chupar o dedo ou uma chupeta?
- Serias aceito, então, no manicômio, disse Raquel.

Tive, então, uma compreensão. Assim, quando passamos a outra dimensão ou esfera pós-morte, não nos cabe mais querer estar nos níveis primários. Devemos, então, agora, aceitar as escolas dos níveis em que estamos, e o aprendizado coerente com a esfera em que nos encontramos.

Se uma pessoa que já morreu, por mais que quisesse voltar, de puro saudosismo, não deve fazê-lo, respeitando o momento das crianças, que aí ainda se encontram, deixando-as libertas e soltas para vivenciar seus próprios momentos.

Assim, o que está em baixo é igual ao que está em cima. Em grande grupo, as crianças cantavam que queriam estar na escola e se colocavam à disposição do professor para o aprendizado.
A canção subia numa melodia em coro de sons agradáveis.
Se uma só criança estivesse cantando, eu não a teria ouvido, na altura onde no momento me encontrava.

Assim, compreendi, que de fato, isto também é válido nas outras esferas, porque, quando dois ou mais estiverem unidos na mesma canção, gerarão uma força capaz de elevar a níveis mais altos suas vibrações.

by Jorge Luiz Brandt

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