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DIABO, A CAÇADA MÁGICA A primeira mágica, que se tem notícia, teria acontecido e sido registrada pelos homens das cavernas. Eles desenhavam, nas pedras de suas cavernas, a imagem do animal que queriam caçar. Concentravam-se na imagem e atraíam o animal pela força de seu pensamento, ou então, em estado de meditação, conseguiam visualizar o lugar onde se encontrava a caça. Este método teria sido aperfeiçoado, e algumas tribos indígenas do passado, além de desenhar a imagem do animal, davam aos componentes mais sensitivos da tribo, ou seja, os pajés ou os feiticeiros, como ficaram conhecidos, a incumbência de localizar as manadas. Estes descobriram que era mais fácil entrar em contato com o espírito da manada, se estivessem com alguma peça de algum componente dela. Assim, chegavam a vestir a pele dos búfalos, inclusive com os chifres e o rabo, onde em danças hipnóticas, ao redor da fogueira e ao som de tambores, que, junto com batidas fortes no chão, pretendiam auxiliar o feiticeiro, imitando o som da manada. O feiticeiro tinha, então, visões da manada, orientando a tribo que saía em sua caça. Observadores distantes, que nunca haviam visto nada igual, ao verem a tribo de pessoas peladas dançando e batendo os pés no chão em volta de uma fogueira, com a figura do feiticeiro vestido de búfalo, no centro, assustados, associaram a cerimônia a um ritual satânico, confundindo a figura do sensitivo ao diabo, por possuir chifres, rabo e uma espessa pele animal. Criou-se, então, a figura do diabo, tal qual a conhecemos. Ora, se o diabo fosse assim feio, estaríamos a salvo dele, pois isto facilitaria uma rápida identificação do mesmo. Sabemos que, ainda hoje, tem-se a mesma atitude a respeito de usar objetos para entrar em contato com a energia da pessoa que queremos localizar. Como, por exemplo, na radiestesia. Na medicina, basta um fio de cabelo para entrar em contato com a informação genética da pessoa, a qual está instalada no dna. by Jorge Luiz Brandt |
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